Bruno Martins

Eleito pelos cidadãos à Assembleia Municipal

A política autárquica não se pode resumir a tapar buracos ou a limpar ruas.

Agora que a confusão da campanha já passou, deixo-vos esta reflexão.
A política autárquica não se pode resumir a tapar buracos ou a limpar ruas. Se resumirmos a política autárquica ao pequeno problema que encontramos quando saímos da porta fora corremos o risco de não ter cidade (no seu sentido mais humano) dentro de poucos anos.
A política autárquica, como toda a gestão pública, é ideológica. Só pode ser ideológica. Bem sei que isto é a “cena” mais impopular que posso escrever. Para arrancar dezenas de likes e caçar uns quantos votos bastava dizer-vos “a minha política é o amor a Évora” ou “Nem esquerda, nem direita, o que interessa são as pessoas” ou ainda “os partidos são máquinas asfixiantes”.

O que ganhava eu com isso? O que ganhava o nosso futuro colectivo com isso? Sim, gerir uma cidade é colocar a ideologia em prática. É saber se queremos uma gestão da água que consumimos entregue a privados ou de gestão pública. É ter uma visão para habitação, que coloque o centro do seu motor na habitação pública ou na entrega ao mercado desregulado. É ter uma noção clara do impacto da transferência de competências do estado central para as autarquias. É saber se aquele Hospital que está a ser construído nasce num Concelho que tem um poder autárquico que defende a sua gestão totalmente pública ou se fechará os olhos a uma qualquer PPP. É ter toda uma visão para a política fiscal, tomando decisões sobre de onde deve vir a maior fatia da receita. É sobre a coragem que se tem ou não para ser impopular defendendo o ambiente. É sobre a forma como acolhemos as grandes empresas e se fechamos ou não os olhos ao tipo de emprego que promovem. É sobre o papel que atribuímos à cultura e ao desporto enquanto direitos constitucionais.
É sobre tanto. E tudo isto meus caros, é ideológico. Todas as escolhas são ideológicas, até daqueles que fingem não ter ideologia quando toca ao poder autárquico.
Évora vive um cenário particularmente desafiante, depois de uma eleição que repartiu lugares por diferentes partidos / coligações. Se as escolhas que forem feitas não forem ideológicas serão de sobrevivência individual. E uma cidade não se desenvolve sem rumo. Dizem que não conhecemos nenhum ser humano apenas pela capa, não faças da política uma coisa superficial.

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